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terça-feira, 13 de maio de 2014

EM MAIO ACONTECE O 1º ENCONTRO DE TRADUTORES LITERÁRIOS DO ALEMÃO PARA O PORTUGUÊS

A Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária, participa da programação do 1º Encontro de Tradutores Literários do Alemão para o Português, realizado pelo Instituto Goethe de São Paulo, nos dias 16 e 17 de maio.

Nos dois dias de evento, tradutores do alemão para o português se reúnem, no Instituto Goethe de São Paulo, para discutir formas de profissionalização da atividade da tradução literária e questões tradutórias específicas do idioma alemão.

A programação do encontro inclui também uma mesa-redonda sobre literatura e exílio, na Casa Guilherme de Almeida no sábado, dia 17. O encontro no Instituto Goethe é direcionado a tradutores que já estejam no mercado e se dediquem à língua alemã.

Programação:

Sexta-feira, 16 de maio, a partir de 10h
Local: Instituto Goethe
10h - Apresentação sobre os programas do Instituto Goethe para tradutores
11h - 12h30 - Apresentação sobre tradução do alemão para o português
14h - Discussão de temas como: qualificação de tradutores; condições do mercado brasileiro; contratos e remuneração; relação com revisores e editores; direitos autorais; criação de prêmios.
 
Sábado, 17 de maio, a partir de 10h
Local: Instituto Goethe
10h - 12h30 - Discussão em torno de temas da prática do trabalho tradutório, divididos em grupos de ficção (prosa, literatura infanto-juvenil etc.), não ficção (ensaios, diários, biografias etc.) e poesia, de acordo com o interesse pessoal de cada profissional.
Local: Casa Guilherme de Almeida Anexo

14h30 – Mesa-redonda sobre literatura e exílio, com Nancy Rozenchan e Saul Kirschbaum
Instituto Goethe São Paulo
Rua Lisboa, 974
Tel: 3296-7000
E-mail:
biblioteca@saopaulo.goethe.org e encontrotradutores@gmail.com
 
Casa Guilherme de Almeida - Anexo
Rua Cardoso de Almeida, 1943, Pacaembu
Tel: 3673-1883

segunda-feira, 5 de maio de 2014

OFICINAS DE LIBRAS NO CENTRO DE TECNOLOGIA E INCLUSÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Em dezembro do ano passado, foi inaugurado o primeiro Centro de Tecnologia e Inclusão para Pessoas com Deficiência do país, localizado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pefi), em São Paulo.

O Centro é composto por quatro casas e um teatro com capacidade para 50 pessoas, o centro conta com mil metros quadrados construídos e abriga 30 ambientes que irão oferecer orientação, aconselhamento profissional, atividades artísticas para estimular a relação interpessoal, laboratório de imagem e autocuidado e orientação e mobilidade para pessoas com deficiência visual, além de oficinas de Libras, braile e comunicação alternativa.

Todas as atividades são gratuitas e voltadas para pessoas com deficiência, cuidadores e familiares, além de profissionais voltados a questão da deficiência e de recursos humanos. As oficinas têm início em janeiro de 2014 e os interessados devem se inscrever no local. Anote o endereço: Rodovia dos Imigrantes km 11,5 São Paulo /SP. Telefone: (11) 5588.4797.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

ESFORÇO CONCENTRADO PODE VOTAR TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS DE EXPRESSÕES ESTRANGEIRAS

A tradução para o português de expressões em idioma estrangeiro poderá ser obrigatória em obras literárias, técnicas e científicas. A medida está prevista no projeto de lei (PL 1840/96) apresentado em 1996 pelo ex-deputado Airton Dipp (PDT-RS).
 
O texto não proíbe o uso de expressões estrangeiras, mas exige a tradução dos termos para o português nas próprias publicações e poderá ser apresentada na mesma página onde conste a expressão ou como apêndice, sinopse ou índice da obra. O objetivo é evitar erros de compreensão.

Penalidades
A pena prevista na proposta original para quem descumprir a regra era de multa e detenção três meses a um ano, prevista no artigo do Código de Defesa do Consumidor (8.078/90) que se refere a informações falsas ou omissão de informação relevante sobre um produto ou serviço (art. 66 do CDC).
 
No entanto, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania alterou o texto e a punição para os infratores, que passou a ser apenas a multa, mas o valor ainda não foi fixado. Para o presidente da Comissão de Educação, deputado Glauber Braga (PSB-RJ), a tradução dos termos estrangeiros é importante para a afirmação da nossa cultura.  Braga também concorda com a alteração da punição prevista no texto. "A gente não pode descambar para o exagero que também possa ser danoso à nossa sociedade. Realmente a detenção era algo que eu, pessoalmente, considero exagerado. Agora, a aplicação de multa é mais razoável do que uma pena de detenção, como era prevista anteriormente."

Apoio de docentes
 
Pesquisadora na área de educação, a professora aposentada da Universidade de São Paulo Elvira Souza Lima manifestou apoio à exigência da tradução. "É bastante necessário sim para poder formular no cérebro a compreensão total do que está escrito no parágrafo ou no texto ou no artigo científico. Em qualquer texto porque é preciso [entender] o significado de todas as palavras e, principalmente, quando envolver regência verbal. O gênero do texto não significa que não precise. Eu acho que em todos eles é necessário."

Outra proposta

Outra proposta semelhante tramita em conjunto. O projeto (PL 4854/12) do deputado André Moura (PSC-SE) torna obrigatória a tradução das nomenclaturas utilizadas em todo o território nacional.
 
A tradução, de acordo com o projeto, deve ser do mesmo tamanho que as palavras em outro idioma expostas em estabelecimentos comerciais, por exemplo.
 
Segundo Moura, o estrangeirismo ameaça a língua portuguesa e exclui, ainda mais, grande parte da população que sequer domina o português. No entanto, ele pondera que o objetivo da proposição não é erradicar os termos estrangeiros, mas sim tornar obrigatória a inclusão da tradução do enunciado em português.

Fonte: Site Câmara dos Deputados

segunda-feira, 31 de março de 2014

SEM TRADUÇÃO !!!

O portal, Universia, voltado a estudantes universitários publicou um interessante infográfico com 11 palavras de diversos idiomas que não possuem tradução para o português.

Confira e perceba que temos muitas palavras como a nossa ‘saudades’ no idioma de diversos países do mundo:

1 – Waldeinsamkeit

Ficar perdido sozinho numa floresta não deve ser a melhor sensação do mundo. Foi pensando nisso que os alemães criaram a palavra “waldeinsamkeit”, cujo significado é algo como “o medo de ficar perdido sozinho numa floresta”.

2 – Cualacino

Sabe aquela marca d’água que fica na mesa quando você apoia um copo gelado nela? Em italiano eles a chamam de “cualacino”.

3 – Iktsuarpok

Pense na seguinte situação: você chamou alguém para ir a sua casa em determinado horário, mas de tão ansioso que está não consegue parar de olhar para a porta, esperando que a qualquer momento seu convidado chegue. Para os inuítes, povo indígena de esquimós da região do Alasca, esse sentimento se chama “Iktsuarpok”.

4 – Komorebi

Os japoneses dão o nome de “komorebi” ao fenômeno que ocorre quando a luz do sol transpassa as folhas das árvores.

5 – Pochemuchka

Você gosta de perguntar muitas coisas? Hein? Gosta? Gosta mesmo? Pessoas “perguntonas” como nós são chamadas de “pochemuchka” na Rússia.

6 – Sobremesa

Você deve estar pensando “Ah, mas essa tem em português! Todo mundo sabe o que é uma sobremesa!”. Errado: em espanhol, uma sobremesa é a conversa que você tem com quem almoçou ou jantou quando termina a refeição.
 


7 – Jayus

Já ouviu uma piada ruim, mas tão ruim, que te fez sentir a famosa “vergonha alheia”? Na Indonésia essa piada terrível é chamada de “jayus”.

8 – Pana Po’o

Você não consegue lembrar o que precisava. Então, começa a coçar a cabeça como se isso fosse melhorar a sua memória. No Havaí, esse ato é um “pana po’o”.

9 – Dépaysement

Na França, esse é o nome dado à sensação que um indivíduo tem quando está longe do seu país de origem.

10 – Goya

Sabe quando você escuta uma história tão boa que mal consegue acreditar nela? Em urdo, essa descrença tem o nome de “goya”.

11 – Mangaia

Na Suécia, o reflexo redondo que a lua forma sobre a água é chamado de “mangaia”.

segunda-feira, 24 de março de 2014

TRADUÇÃO JURAMENTADA NO CASO PIZZOLATO

A movimentação para a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado pelo processo do “Mensalão” e atualmente preso na Itália, país que foi capturado, não balançou apenas o cenário político e jurídico, mas também o de traduções.

Isso porque os documentos do processo contra Pizzolato tiveram de passar por uma Tradução Juramentada e o possível valor pago pela Procuradoria Geral da República fez com que a mídia e sociedade discutissem tal gasto.  Um levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo foi publicado em uma matéria com o título “Extraditar Pizzolato pode custar R$ 570 mil só em tradução”. O jornal divulgou que pediu um orçamento para uma empresa de traduções juramentadas que presta serviços para grandes empresas e órgãos públicos que orçou, conforme a prática no mercado, de acordo com o tamanho do documento, 8.405 páginas, e o curto prazo.

Entretanto, após alguns desabafos feitos pela população, muitos profissionais da área tomaram a frente explicando que para uma tradução juramentada é necessário diversos detalhes, inclusive e principalmente um tradutor apto e habilitado para assinar, e que o grande problema não era o valor e sim as pessoas estarem indignadas de ter de “pagar” para que a justiça seja feita.

“Não se pode confundir os pontos levantados. Que a população está revoltada do gasto adicional para a possível extradição, é totalmente aceitável. Mas, colocar a culpa na tradução em si, como alguns citaram, é simplesmente tirar o foco do real problema como em muitos casos é feito no Brasil”, pontua enfático William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções.

quarta-feira, 12 de março de 2014

'BOM PROFISSIONAL DEVE TER BAGAGEM CULTURAL'

Nesta semana publicaremos a entrevista realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo a respeito da formação de tradutores. Confiram:
 

"Formamos tradutores para textos escritos seja para jornal, empresas ou editoras", diz o coordenador de Letras da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Reynaldo Pagura, a respeito do curso de bacharelado em Tradução Inglês - Português.
 

Segundo ele, o curso tem a função de preparar o profissional para atuar tanto como freelancer quanto em empresas, com traduções técnicas. "Para começar o curso, é bom que o aluno tenha conhecimento do inglês", diz o coordenador. Mas ele poderá aprofundar seu conhecimento frequentando mais disciplinas de inglês.
 

O curso requer estágio obrigatório e, segundo o coordenador, a maioria dos alunos estará empregada antes do término do programa. Ele conta que a tendência é o aluno se especializar em uma área: jurídica, médica ou econômica. "E para ser um bom profissional, também deverá ter bagagem cultural e interesse em aprender", diz.
 

Aluna do 5º semestre, a polonesa Karolina Wachowicz Orlandi, de 27 anos, decidiu fazer o curso com o objetivo de aprimorar a língua inglesa e portuguesa. Ela é estagiária, desde janeiro de 2013, em uma consultoria de finanças.
 

"Estou aprendendo muito. Precisa de atenção, além de trabalhar sob pressão", diz. No dia a dia, ela é mais solicitada a fazer versões para o inglês, mas sempre gosta de fazer traduções para o português, quando elas surgem, "para treinar o idioma".
 

Pensando no futuro, Karolina conta que quer ser efetivada e ter a possibilidade de tentar outras áreas como comunicação e marketing. "Acho que traduzir é um desafio, tenho de buscar a informação e ainda defender as minhas escolhas linguísticas (o por quê do uso de uma palavra)", diz.
 

Pós-graduação. A Universidade de São Paulo tem, desde agosto de 2012, um programa de pós-graduação stricto sensu em Tradução, ligado ao departamento de Letras Modernas. Segundo o coordenador, John Milton, é um curso altamente acadêmico, treinando pesquisadores em estudos da tradução. "Não formamos tradutores. Formamos pesquisadores, que, em muitos casos, vão ocupar postos como professores em outras universidades."
 
 
O curso tem duração de até 36 meses para o mestrado e, para o doutorado, até 48 meses. Segundo Milton, o aluno que procura o curso deve ter perfil acadêmico. "Precisa estar preparado para passar muito tempo pesquisando, ter paciência, habilidade de tratar com muito material e ter um ótimo sentido crítico."
 

A aluna de doutorado do curso de Tradução da USP, Zsuzsanna Spiyry, de 64 anos, depois de mais de 20 anos trabalhando no mercado financeiro, se aposentou e encontrou na tradução uma nova paixão. "Eu sou húngara, comecei dando aulas de inglês e depois fui procurar estudar. Fiz especialização, mestrado e já estou no doutorado. Fiquei encantada com as possibilidades da língua."
 

Orientanda do coordenador John Milton, Zsuzanna estuda a teoria da tradução e ainda dá aulas de inglês. "Eu já traduzi mais ou menos seis livros. Hoje, não pego mais trabalho, porque não tenho tempo, mas sei que o grande mercado para os tradutores é o editorial", diz.
Por: Edilaine Felix

quarta-feira, 5 de março de 2014

COMUNICAÇÃO SURDO-MUDO ALÉM DAS APARÊNCIAS

Há muito se discute a real integração da comunicação de surdos-mudos com o restante da população, mas na prática pouco se faz a favor dessa situação. Em dezembro do ano passado tivemos a repercussão mundial da cena desrespeitosa do tradutor, até então considerado farsante, durante o velório de um dos grandes nomes da África do Sul, Nelson Mandela. Diversas mensagens de indignação foram postadas em redes sociais, veículos de comunicação do mundo todo comentando, mas sem uma análise profunda do que gera esse tipo de constrangimento tanto para a comunidade surdo-muda quanto para os profissionais da área.

No Brasil, durante os protestos que movimentaram os quatro cantos do país a nossa atual presidente, Dilma Rousseff, realizou um discurso de quase 10 minutos sem oferecer a oportunidade de entendimento àqueles que não podem ouvir. Por isso, devemos nos atentar a essa necessidade e perceber quais as oportunidades de inclusão, em diversos setores, cenários e circunstâncias que estão sendo deixadas para trás.

De acordo com Amanda Pimentel, gerente comercial da Porto Traduções, ainda existe muitos degraus a subirmos no mercado de interpretação de Libras, mesmo com imenso potencial. “Estamos em um tempo cuja sociedade tem se movimentado cada vez mais a favor de pessoas ou grupos com, até então, menos poder de decisão e que teremos mais e mais debates e reais modificações”, pontua Amanda.

A executiva ainda aponta que esse potencial não é por acaso. De acordo com o IBGE, o país possui cerca de 10 milhões de surdos. O que nos faz pensar que a integração dessa comunicação, de forma real e prática, não gera somente um país mais inclusivo, mas também um fortalecimento econômico.

“O ser humano tem a tendência de separar as atitudes que geram resultados inclusivos e positivos das que geram lucros. Por que separar? Podemos ter lucro de forma sustentável e oferecer para a sociedade aquilo que ela precisa e merece”, finaliza a gerente.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

OS DESAFIOS DO ATENDIMENTO AO CLIENTE ESTRANGEIRO EM TERRAS BRASILEIRAS


Um dos executivos da Avaya Brasil escreveu um artigo a respeito de como a tecnologia pode auxiliar no atendimento ao cliente estrangeiro. Confira:

Por: Eric Esquivel

Com toda a tecnologia que temos à nossa disposição, fica difícil imaginar como eram feitas, no passado, longas viagens. Como venciam grandes distâncias ou como se comunicavam nos locais de destino são alguns dos questionamentos comuns. Hoje, está tudo muito mais fácil. O transporte é veloz e seguro, fato. Já a comunicação acontece sem nenhum problema, devido à internet, certo? Não, nem sempre.

A web ajuda – e muito – a comunicação entre diferentes povos, mas ela não pode ser a única responsável por garantir que ruídos não aconteçam. Imagine pessoas de idiomas distintos. Para a comunicação interpessoal, a internet cumpre bem seu papel, oferecendo acesso a tradutores online a partir de diversos devices. Porém, no nível corporativo, essa não pode ser a única opção, uma vez que, como sabemos, essas ferramentas não são exatas. Agora, toquemos em um ponto ainda mais sensível – o atendimento ao cliente. Como oferecer uma experiência positiva se não conseguirmos entender a necessidade do nosso público?

O cliente estrangeiro está por toda parte. Todos os países recebem milhares de turistas todos os anos, eles frequentam hotéis, lojas, restaurantes, galerias, museus, farmácias, etc. Fazendo uma análise ainda mais detalhada e olhando para dentro de casa, sabemos que o Brasil é um dos destinos preferidos desse público, por causa, principalmente, do clima e das belezas naturais. Além disso, nos próximos anos, seremos palco dos maiores eventos esportivos mundiais e uma quantidade enorme de estrangeiros estará por aqui. Será que estamos preparados para oferecer um atendimento de alta qualidade para todos?

Alguns segmentos, como a hotelaria, estão mais preparados, pois lidam com essa situação todos os dias. Porém o varejo precisa correr contra o tempo e se adequar às exigências desse consumidor, afinal, espera-se sempre que um anfitrião receba muito bem seus convidados. Aqui, acrescento também os locais que trabalham com produtos tipicamente brasileiros. Redes mundiais com Starbucks ou McDonald’s, por exemplo, contam com a vantagem desses clientes já conhecerem seus cardápios, pois, apesar das adaptações feitas em razão das diferenças de ingredientes, existe um padrão de atendimento e ofertas. Porém, é importante ter em mente que, a grande maioria das pessoas que conhece um novo país, quer vivenciar sua cultura, e isso engloba a alimentação.

O que fazer então? Contratar um funcionário fluente em outra língua? É uma boa saída, mas que não endereça todos os problemas, uma vez que não receberemos apenas pessoas que falam inglês, francês, espanhol ou italiano, por exemplo. Montar uma equipe que contenha intérpretes de vários idiomas, além de difícil, é algo muito caro, tornando-se uma opção inviável para muitos estabelecimentos.

 

Como citado acima, hoje, temos uma infinidade de tecnologias à nossa disposição, então por que não recorrer a elas? E quando eu falo em tecnologia, não me refiro apenas aos tradutores, falo sobre projetos completos e ferramentas que realmente eliminam esse gargalo. Para isso, não é preciso nada futurista, e sim uma combinação de várias soluções já disponíveis, como uma boa infraestrutura de tecnologia e Telecom, rede WiFi, leitores de Código de Barras e Voz sobre IP (VoIP). Tudo isso integrado a um Contact Center eficiente.

Um exemplo que já é aplicado em outros países é a utilização de um pequeno equipamento de leitura de código de barras – desses que verificam preço e status de estoque – com capacidade de se conectar como um ramal Wireless IP de um PABX-IP. O atendente pode, no momento em que estiver atendendo a um cliente estrangeiro e precisar de ajuda com o idioma, efetuar chamada telefônica em “viva-voz” para um especialista ou promotor da marca, que tenha os skills necessários para esclarecer detalhes do produto, no idioma necessário.

E isso é possível pois o Brasil possui uma das maiores concentrações de grandes Contact Centers do mundo e a proporção de atendentes x habitantes também é uma das maiores. Sendo assim, imagine que estes profissionais atuando como especialistas e tradutores, sendo colocados à disposição do cliente estrangeiro. Com iniciativas como essa, com certeza a taxa de conversão de vendas seria muito maior. Pequenas mudanças de visão poderiam permitir o aumento do FTE (Full-Time Employee), distribuindo promotores de vendas e especialistas nos Contact Centers.

Portanto, a tecnologia está aí e esse atendimento personalizado é perfeitamente possível. Nossa infraestrutura, soluções e corpo profissional permitem a execução de projetos que garantem uma boa experiência ao cliente estrangeiro, ajudando o Brasil fazer bonito também fora das competições.

* Eric Esquivel é gerente de aplicações da Avaya Brasil

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

IDIOMAS EM CÓDIGO DE BARRAS

Com a proximidade da Copa e Olimpíadas, os restaurantes, lanchonetes e bares no Brasil estão procurando adaptar toda a sua comunicação para mais de um idioma. Além das placas de sinalização interna, o grande desafio está na tradução dos cardápios. Neste cenário, a iCode – Cardápios Inteligentes vem se destacando, pois percebeu uma carência no setor de restaurantes, bares e casas noturnas no que diz respeito ao atendimento personalizado para clientes estrangeiros e oferece uma tecnologia que possibilita a leitura de um cardápio em smartphones ou tablets, utilizando a tecnologia de QR Codes (códigos de barras dimensionais).


O processo acontece quando o estabelecimento comercial define quais são os idiomas de interesse para implantação do cardápio para Smartphones e Tablets. Em seguida, a equipe de tradutores da empresa realiza a conversão do cardápio impresso em português para o idioma escolhido. A partir daí, outra equipe entra em ação, cria-se a arte do cardápio “online”, oferecendo total exclusividade e preservação da identidade da marca do estabelecimento.


Para William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções, essa tecnologia chega para agregar ainda mais o mercado de traduções. “Todas as áreas estão caminhando lado a lado com a tecnologia a tradução não poderia ficar para trás. É mais uma ferramenta para demonstrar a importância do nosso trabalho”, esclarece o executivo. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ADEUS ANO VELHO!


O ano de 2014 mal começou, mas já há tempos que os olhos de todo o mercado de tradução e intérpretes estão voltados para este período. Espera-se muito no ano da Copa, até porque, de acordo com a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) são esperados 600 mil estrangeiros no evento. 

E para entender as oportunidades e desafios o Traduções em Pauta entrevistou a gerente Comercial da Porto Traduções, Amanda Pimentel, confira: 

TRADUÇÕES EM PAUTA: Como foi o ano de 2013 para o mercado de traduções?

AMANDA PIMENTEL: Foi um ano bem aquecido, mês a mês tivemos um crescimento franco. A demanda de trabalho cresceu substanciosamente, tivemos de aumentar o quadro de colaboradores internos e externos, além da ampliação da nossa sede. A área de TI foi o carro chefe das nossas solicitações, mas tivemos muitas demandas das áreas de comunicação, traduções de documentos de estrangeiros, mercado de movimentação financeira de cartões (Adquirência), Recursos Humanos e Treinamento e Desenvolvimento. Só para se ter uma ideia o nosso faturamento cresceu 300%.


TP: Vocês tiveram alguma surpresa de solicitações de alguma área ou mercado específico?

AP: Ano passado, a grande surpresa foi a demanda dos estudantes do “Ciência Sem Fronteiras”.  O programa girou um alto volume nas traduções de histórico escolar, diplomas e carta de referência para países como Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Austrália e entre outros.


TP: Você acredita que as empresas de traduções e os tradutores autônomos, estão preparados para a demanda da Copa?

AP: Sim sem dúvidas! Diferente de outros setores desde o anúncio da Copa no Brasil os tradutores estão se preparando e planejando para este evento, assim como Olimpíadas e Paralimpíadas. Entretanto, ainda temos muitos desafios como a interpretação de Libras.
 

TP: Existem críticos dizendo que não haveria profissionais suficientes. Isso é real?

AP: Se compararmos a demanda de anos anteriores realmente podemos sentir um impacto no primeiro momento, mas o mercado não está parado. Temos cursos de ótima de qualidade como os da PUC-SP e RJ e Alumni que formam, qualificam e capacitam ainda mais.
 
 

TP: O que a Porto espera de 2014?

AP: Esse ano esperamos crescer 50% no número de clientes PJ e cerca de 200% pessoa física. Temos certeza que esse ano será ótimo para todos do mercado.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BRASIL TEM PIOR PROEFICIÊNCIA DA LÍNGUA INGLESA ENTRE OS PAÍSES DO BRIC

De acordo com a terceira edição do Índice de Proficiência em Inglês da EF (Education First) de 2013, o brasileiro ainda possui um baixo nível de proficiência neste idioma apesar de ter melhorado nos últimos tempos. O Relatório destaca a situação brasileira com sua defasagem educacional de um modo geral quando comparado com o crescimento econômico.
 
Entre os países do BRIC, o Brasil é o que possui o pior índice de proficiência, como demonstra o gráfico abaixo:



Para tratar deste sério problema, o governo brasileiro lançou diversas iniciativas agressivas para treinar melhor sua força de trabalho. Por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, até 2014, o Ministério de Educação, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o setor privado terão financiado completamente 100 mil alunos do Programa para estudar um ano em uma universidade estrangeira de ponta. Porém, como muitos alunos tiveram notas baixas nos requisitos de inglês para participar do Programa, o governo criou outro paralelo, chamado de Inglês sem Fronteiras, para ajudar mais estudantes a participarem do Ciência sem Fronteiras. O Inglês sem Fronteiras tem como objetivo dar acesso a cursos online de inglês para cinco milhões de estudantes universitários e financiar 500.000 provas TOEFL. Os alunos com as melhores pontuações no TOEFL receberão cursos presenciais de inglês.
 
Ainda de acordo o relatório, com base em dados de 2012, o Brasil abriga 6.215 filiais de mais de 70 escolas de idiomas. Aulas particulares com professores de inglês nativos custam entre 30 e 50 dólares por aula, mais de 10% do salário mínimo. Por isso, parece que apenas cidadãos de classe média ou alta podem custear essas aulas. Na última década, o Brasil triplicou o seu PIB. O governo brasileiro estima que 55% do país é classe média hoje em dia, comparado com apenas 34% em 2005. A expansão da classe média brasileira permitiu o aumento de investimento em aulas particulares de inglês.
 
Além disso, a EF afirma que a maior parte da melhoria na proficiência de adultos em inglês no Brasil se deve a escolas privadas de idiomas e que apesar de já ser um setor bastante saudável, há muito espaço para crescimento no mercado de ensino de idiomas.
 
De acordo com Willam Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções, o índice aponta à necessidade de se dar ainda mais importância a fluência da língua inglesa, principalmente por sediarmos dois grandes eventos mundiais nos próximos anos. “Já conseguimos sentir uma melhora, mas temos muito trabalho a fazer”, avalia o executivo.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

COMO SURGEM AS TRADUÇÕES DE LEGENDAS DE VÍDEOS DA INTERNET?

No início do mês, o Olhar Digital, um dos maiores portais de tecnologia do país divulgou como surgem as traduções de legendas dos vídeos na internet. Confira abaixo a matéria na íntegra e conheça esse mercado paralelo:

Doze horas após sua transmissão nos Estados Unidos, o episódio final do seriado "Breaking Bad" foi baixado por mais de 500 mil pessoas em todo o mundo, e 24 horas foi o tempo que o capítulo derradeiro da terceira temporada de "Game of Thrones" precisou para ir mais longe: 1 milhão de downloads. Os brasileiros marcaram presença nas duas situações, mas em nenhuma delas se destacaram, talvez porque poucos entenderiam os diálogos.
Nos cinco países que baixaram mais depressa o fim de Breaking Bad as pessoas falam inglês, o que pode explicar por que a Austrália está na ponta enquanto o Brasil não aparece nem no top 10. Por aqui é necessário esperar até que os paladinos das legendas entrem em ação.

Cerca de 100 pessoas atuam no InSUBs, um dos principais coletivos de legendagem alternativa do Brasil. Eles se organizam de tal forma que, em menos de um dia, conseguem traduzir (cerca de 3 horas), revisar (6 horas) e publicar um episódio de 40 minutos.

"Três dias antes de o episódio ir ao ar na TV americana o revisor abre a chamada para tradução. Quem quiser e puder cumprir o prazo estipulado pelo revisor dá o nome", contou um dos membros ao Olhar Digital. "No dia após a exibição do episódio pegamos o closed caption (legenda em inglês) e fazemos a tradução das falas. Todas as partes traduzidas vão para o revisor e ele fica encarregado de fazer os ajustes necessários na legenda. Depois disso, a legenda é postada."

Nada disso é crime, conforme explicado pelo advogado especialista em propriedade intelectual Raphael Lemos Maia. Segundo ele, se a legenda for disponibilizada gratuitamente e não estiver acoplada a um vídeo pirata, ela é uma simples tradução textual.

Ninguém do InSUBs recebe pelo que faz; trata-se de um hobby, embora alguns legenders também atuem profissionalmente. E se a dupla jornada não é estranha, migrar de vez da cena alternativa para a formal é outra coisa aceitável, de acordo com Marcelo Leite, diretor de qualidade da Drei Marc - empresa especializada em legendas e traduções de filmes. Só que, de 50 candidatos, apenas um passa no processo de seleção. "Eles conhecem muito bem a série e o inglês, mas no português deixam muito a desejar."
Nenhum dos lados exige formação acadêmica de quem se interessa pelo ramo. Para entrar no InSUBs é preciso "ter um bom conhecimento de inglês e português e tempo livre", que é a simplificação do que a Drei Marc requere; lá a formação cultural, alguma especialização e até a idade são levados em conta. Não é qualquer um que entende todas as tiradas e os termos ditos em um seriado como "House", por exemplo.

A principal diferença entre os dois lados está na abordagem: enquanto o foco dos legenders é a rapidez, o do mercado é a qualidade. Mas há quem prefira a legenda alternativa, já que o texto geralmente é mais parecido com o falado pelo telespectador - afinal, nenhum legender vai traduzir policial para "tira". A Drei Marc tem consciência disso, mas enxerga a situação como algo natural. "Como o cara não tem formação, ele escreve como fala. Ele quer rapidez, busca o entendimento", comenta Marcelo, que não vê problemas na duplicidade: "Não tem preconceito nenhum."


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CURSOS DE IDIOMAS ONLINE GANHAM MERCADO NO BRASIL

O mercado de ensino de idiomas a distância se mostrou muito promissor neste ano, destacando diversas empresas que investiram nesse nicho. E, não por acaso, de acordo o último Censo EAD realizado em 2012 pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), foram mais de 33 mil pessoas matriculadas nesta modalidade. Tal número apresenta o potencial ainda a ser explorado, pois somente nos cursos de extensão universitária a distância foram mais de dois milhões de inscritos no ano passado.

“O EAD brasileiro continua crescendo e, por sua vez, confirma a adoção plena, por parte de nossos cidadãos, dessa modalidade de aprendizagem que nada tem de fácil”, pontua Frederic Litto, presidente da ABED.


O case de destaque em crescimento foi o da Open English, empresa fundada pelo Venezuelano Andrés Moreno, que caiu no gosto e na confiança dos brasileiros, tanto que foi a vencedora do “Prêmio ÉPOCA ReclameAQUI – As melhores empresas para o consumidor 2013” na categoria Educação-EAD com 6496 votos, 18% a mais que a segunda colocada, a EnglishTown. Atualmente, a Open English possui mais de 100 mil alunos em 40 países. Em 2011 este número não passava de 20 mil. Já a Englishtown, empresa sueca, investiu mais de US$ 70 milhões e hoje possui seis escritórios no Brasil, um dos 50 países em que atua.


Além das empresas privadas, projetos como o da Secretaria da Educação de São Paulo, por meio da Escola Virtual de Programas Educacionais (EVESP), com cursos online de inglês, espanhol e libras para alunos do Ensino Médio também estimulam tal forma de aprendizado.



“Apesar de muitas melhorias no decorrer dos anos, o ensino de idiomas ainda encontra muita resistência entre os brasileiros, seja por questões financeiras, de afinidade ou até mesmo cultural. Por isso, a adequação para um ensino a distância é um passo necessário e os números provam isso”, esclarece Amanda Pimentel, gerente comercial da Porto Traduções. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

QUANTIDADE DE PROFISSIONAIS INTÉRPRETES DE CONFERÊNCIA PARA COPA E OLIMPÍADAS AINDA É INCÓGNITA

A imprensa vem divulgando constantemente a preocupação de diversas áreas com o número de intérpretes para os dois grandes eventos esportivos em 2014 e 2016. No mês passado, a Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC), aproveitando a oportunidade de comemoração de seus 60º aniversário, pontuou alguns dos desafios que estão por vir. De acordo com algumas publicações, somente o Comitê Organizador Rio 2016 irá contratar 500 intérpretes. A AIIC possui três mil associados no mundo, mas apenas 66 em Brasília, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Em entrevista ao jornal O Globo, Richard Laver, representante do conselho da AIIC no Brasil, afirma que, com relação à quantidade e qualidade dos intérpretes, a cidade do Rio de Janeiro está pronta. Mas ressalta que, para eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, faltam profissionais para trabalhos que ele chama de “comunitários”, em aeroportos, fronteiras, delegacias de turistas e hospitais. “Haverá voluntários, que ajudarão nas ruas, mas se um estrangeiro tiver um problema de saúde e precisar ir a um hospital, um intérprete será o mais adequado, porque não pode haver mal-entendido”, pontua.

O jornal ainda publicou a percepção da presidente da AIIC, a inglesa Linda Fitchett, que observou os últimos eventos internacionais realizados no Brasil e afirmou que o país desempenhou bem seu papel. Mas ressalta que, a partir da Copa do Mundo, as responsabilidades serão maiores: Por isso os estudantes têm que receber o máximo de apoio. 

Hoje, segundo a AIIC, além de cursos de formação de intérpretes, há duas pós-graduações em universidades particulares cariocas. Mas a profissão ainda não é regulamentada. E, diz Richard, o governo federal a inclui na Lei de Serviços Gerais, ou seja, nas contratações é observado apenas o melhor preço, o que não é uma garantia de qualidade do serviço — conta, ressaltando uma má interpretação pode gerar gafes, mal-estar e até prejuízos em negociações.

“Há quantos anos já sabemos da realização desses dois eventos no Brasil? Agora às vésperas se preocupam com tais problemas! Os profissionais da área devem se reunir para programar de que forma podemos ajudar mais pontualmente e não adianta mais lamentar o que não foi feito”, esclarece William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções. 

Diversas comunidades em redes sociais já discutem as decisões a serem tomadas, entretanto, até pela proximidade dos eventos, nenhuma com soluções conclusivas.

(Parte das informações por Rafael Galdo - O Globo)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O MERCADO DE TRADUÇÕES DEVE SE PREOCUPAR COM O DUOLINGO?

O Duolingo é um sistema online que ensina idiomas gratuitamente e em troca seus alunos devem realizar traduções web. Tal novidade vem chamando a atenção dos profissionais do mercado de traduções.

A agência de notícias Infomoney divulgou que o sistema já tem mais de 10 milhões de usuários em todo o mundo e mais de 1,35 milhão de brasileiros, o que torna o país com o segundo maior número de usuários cadastrados, atrás apenas dos Estados Unidos. O site, que começou em 2011, tem um modelo de negócio diferente dos demais cursos de língua na internet.

A ideia é utilizar o poder do “crowdsourcing” dos próprios alunos por meio de traduções de frases enquanto estão aprendendo uma língua gratuitamente. Ou seja, ao invés de traduzir frases avulsas, eles traduzem conteúdos de clientes do próprio site, que desta forma torna rentável o negócio de Luis Von Ahn, fundador do site que também ajudou a criar o Captcha – as letras distorcidas que ajudam a provar que a mensagem do internauta não é um SPAM.

Empresas como BuzzFeed e CNN já são citadas como atuais clientes do Duolingo, que pagam valores mais baixos pelas traduções, por serem realizadas pelos alunos.

Novidades como esta movimentam o mercado de traduções. “A chegada do Google Tradutor também gerou polêmica na época, mas nada vai substituir a profissionalização da área. Existem contextos e detalhes que somente a experiência em tradução oferece”, esclarece pontual a gerente Comercial da Porto Traduções, Amanda Pimentel.

A executiva também dá algumas dicas aos tradutores para não fica para trás no mercado:

  • Mantenha-se atualizado – não somente do nosso mercado, mas como das notícias do Brasil e do Mundo;
  • Faça uma rotina de estudos, pois as mudanças acontecem a todo momento, e sempre se destacará o tradutor antenado nas transformações dos idiomas;
  • Empenhe-se em conhecer o mercado do cliente para evitar traduzir de forma leiga termos técnicos de áreas específicas;
  • Mostre ao cliente que você pode traduzir o texto com um vocabulário voltado para o público alvo.
  • O tradutor humano tem a capacidade de interpretar o texto e distinguir o significado de determinada palavra ou ideia, algo que o tradutor automático não consegue fazer. Ressalte esse diferencial.
  • O tradutor profissional traduz com qualidade, pois tem formação para tal.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

TRADUTORES GANHAM US$ 1 MILHÃO EM PRÊMIO PROMOVIDO PELA ARÁBIA SAUDITA

A Agência de Notícias Brasil-Árabe divulgou o 6º Prêmio Internacional do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, promovido pela Arábia Saudita, para incentivar as traduções do árabe para o português. A premiação distribuiu US$ 1 milhão para os vencedores em cinco categorias.

O brasileiro João Baptista de Medeiros Vargens foi o ganhador na categoria de Tradução para Esforços Individuais, juntamente com o professor espanhol Luis Miguel Pereza Cañada. Vargens é professor de Língua Árabe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj) e fundou uma editora, a Almádena, voltada para traduções do árabe e temas que envolvem o mundo árabe. Ele é autor dos livros Português para falantes de árabe, Léxico Português de Origem Árabe e Islamismo e negritude, tradutor e organizador de Contos Marroquinos Modernos e de As codornas e o outono, e recebeu, no ano passado, o prêmio Unesco-Sharjah para a Cultura Árabe. Em seu discurso na cerimônia em São Paulo, Vargens lembrou o tempo em que trabalhou na Síria e ressaltou a importância do prêmio para que intelectuais e pesquisadores realizem seus trabalhos e estudos.

Além de Vargens, também foram agraciados Salwa Saliman Naqli e Rasha Saad Zaki, na categoria Tradução das Ciências Humanas de Outros Idiomas para o Árabe, Reem Mohammad Al Towairqi, Abdulanser Salah Ibrahim e Ali Abdullah Al-Salama, na categoria Tradução no Campo das Ciências Naturais de Outros Idiomas para o Árabe, Cecília Martini na categoria Tradução no Campo das Ciências Humanas do Árabe para outras Línguas, e o Arab Center for Arabization, Translation, Authorship and Publication, na categoria Tradução no Campo das Instituições.

O príncipe saudita Abdulaziz Bin Abdullah e vice-ministro de Relações Exteriores, afirmou, durante seu discurso, que o fato de a entrega do prêmio ocorrer no Brasil é a confirmação da integração árabe-brasileira e ressaltou o papel das traduções como ponte entre os diferentes povos. A premiação é justamente um reconhecimento para intelectuais que promovem o conhecimento e a disseminação do idioma árabe mundo afora. “Espero que esse prêmio incentive outros indivíduos”, disse Abdullah.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou da solenidade, que ocorreu no dia 21 de outubro, e falou sobre a ligação do Brasil com o mundo árabe. Ele citou a informação de que há 600 vocábulos em português que têm como origem o idioma árabe e que esse volume era ainda maior no passado. “O árabe é visto como a língua da cultura, do esplendor, da ciência”, disse o governador. Ele lembrou do interesse do imperador brasileiro Dom Pedro II pelo idioma e citou que ele traduziu parte das Mil e Uma Noites e deixou como herança para o Brasil sua biblioteca com 151 obras em árabe ou sobre os árabes.


Segundo William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções, premiações como esta demonstram a necessidade dos tradutores estudarem cada vez mais. “Não adianta ficar somente no inglês e espanhol, hoje devemos diversificar os idiomas oferecendo a mesma qualidade aos clientes”, finaliza o diretor.

Informações: ANBA

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ÓCULOS TRADUTORES CHEGAM AO MERCADO EM 2020

Nos últimos dias, uma nova tecnologia apresentada no salão tecnológico Ceatec, em Tóquio, chamou a atenção da imprensa internacional: os óculos tradutores. A operadora japonesa NTT Docomo apresentou várias aplicações baseadas em óculos com uma câmera. Uma delas permite transformar uma imagem filmada por uma tradução. Por exemplo, substitui a imagem de um cardápio de restaurante escrito em japonês por uma em inglês, ou em qualquer outra língua que tenha sido escolhida.
A operadora afirma que os óculos serão extremamente úteis para turistas que tenham dificuldade em entender a língua do país que visitam. E ainda brinca, afirmando que para os que visitam o Japão, por exemplo, seria providencial.
Os óculos também permitem identificar pessoas desde que elas já estejam registradas na base de dados do smartphone. Estas funcionalidades deverão estar prontas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
No entanto, de acordo com os especialistas da revista InfoExame, alguns obstáculos técnicos ainda precisam ser superados, como o tamanho dos óculos, sua autonomia (precisam de uma bateria), a rapidez de reconhecimento das imagens ou rostos e a redução do tempo de resposta.
“Antigamente, os turistas se viravam com o bom e velho dicionário, mas agora, se a tecnologia permite este UP, temos de utilizá-la a nosso favor”, pontua Amanda Pimentel, gerente comercial da Porto Traduções.

Entretanto, a executiva também esclarece que tal tecnologia é sempre agradável aos turistas, que podem se ver em situações difíceis ao visitar regiões que não dominam o idioma, mas que não descarta alguns cuidados que todos devem ter. “Sempre é de bom tom estudar, mesmo que de forma breve, a cultural local, expressões mais utilizadas e falsos cognatos, para evitar situações constrangedoras que a tecnologia não pode prever”, finaliza Amanda.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS MOVIMENTA MERCADO DE TRADUÇÕES

Quem imagina que programas como o Ciência Sem Fronteiras (CsF) movimenta apenas a economia do setor acadêmico, engana-se!! O mercado de traduções que o diga!! Até agosto deste ano foram concedidas mais de 37 mil bolsas de estudos no exterior, com quase 30 países destino. Entretanto, para conquistar tal oportunidade os participantes se esforçam desde as notas do ENEM, desempenho nas universidades e claro aperfeiçoar a comunicação no idioma do país que vai residir.

Mas saber se comunicar não foi o suficiente para muitos. Ícaro Fernandez Guselian, 20 anos, estudante de Sistemas de Informação, na FIAP, que irá pelo CsF para o Canadá, é fluente na língua inglesa, mas tem dificuldades na gramática. “Eu falo inglês fluentemente, já na parte da escrita tenho dificuldades, por isso procurei uma empresa de tradução”, esclarece o estudante.

Solicitações como a do Ícaro chegam em alto volume, e tal demanda foi percebida com muita satisfação pela Porto Traduções, que em menos de 60 dias recebeu quase 100 pedidos de traduções de participantes do programa do governo. “Muitos sabem falar e até escrever em inglês, ou outros idiomas, mas estavam preocupados com a qualidade do texto e os prazos, pois tinham diversas outras atividades a realizar”, avalia William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções.
                                                                                                   
“O trabalho de traduções é essencial para se ter sucesso nesse tipo de projeto, pois a primeira impressão que a faculdade tem de você são os documentos que você manda, imagine mandar algo com uma escrita ‘informal’ ou com algum erro de concordância ou de gramática, com certeza isso afetará sua candidatura”, avalia Ícaro.

O Ciência Sem Fronteiras prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com  bolsas nos valores de R$ 10 mil a R$ 50 mil por ano.

“Ficamos muito felizes em poder contribuir com o futuro desses jovens e consequentemente do nosso país”, finaliza o diretor

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

TEREMOS UM INGLÊS BEM FALADO NA COPA DO MUNDO?

Pensando na proximidade da Copa do Mundo a Wise Up, escola de inglês oficial da FIFA, fechou uma parceria com o canal Futura e a Rede Globo para a produção de esquetes, de um minuto cada, que irão ao ar na faixa das 14h às 21h da emissora. Só na Rede Globo serão 20 semanas de veiculação nacional, com um total de 140 exibições no período. Já no canal Futura, ao todo, serão 360 inserções. 

De acordo com Sérgio Barreto, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento, a série “Bem Falado” usa situações do dia a dia para dar dicas de inglês. A ideia é ajudar, principalmente, quem deverá esbarrar com a maior quantidade de gringos por aí por conta dos eventos esportivos que o Brasil receberá. Por isso, os cenários escolhidos foram estádios de futebol, restaurantes, hotéis, pontos turísticos, entre outros. “Nós aprovamos e revisamos os roteiros criados pelo departamento de conteúdo do Canal Futura e também auxiliamos os atores com os conteúdos em inglês, tudo para que a abordagem seja simples e realmente ajude o publico”, explicou Barreto. 

Para Amanda Pimentel, gerente comercial da Porto Traduções, a iniciativa pode auxiliar em pequenos diálogos, mas não deve ser a única fonte de aprendizado dos brasileiros. “O programa serve como um incentivo para iniciar ou aperfeiçoar o entendimento da língua inglesa. Mas já estamos ‘nas portas’ da Copa e pouquíssimo se fez em questões de traduções”, esclarece a gerente.

Entretanto, enquanto os governos não priorizam tal necessidade, vamos curtindo os programas “Bem Falado” que terão exibição inédita às segundas, quartas e sextas-feiras, com reexibições no mesmo dia, no canal Futura. Já na Rede Globo, a expectativa é de que 155 milhões de pessoas sejam impactadas.   

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Parabéns Tradutor !!

Parabéns a você tradutor,

Que compreende tantos idiomas fazendo com que os povos do mundo se entendam cada dia melhor;

Que enxerga o novo como uma oportunidade a mais de conhecimento;

Que une as diversas culturas transformando o todo em único;


30/09 – Dia do Tradutor!



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