terça-feira, 13 de maio de 2014

EM MAIO ACONTECE O 1º ENCONTRO DE TRADUTORES LITERÁRIOS DO ALEMÃO PARA O PORTUGUÊS

A Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária, participa da programação do 1º Encontro de Tradutores Literários do Alemão para o Português, realizado pelo Instituto Goethe de São Paulo, nos dias 16 e 17 de maio.

Nos dois dias de evento, tradutores do alemão para o português se reúnem, no Instituto Goethe de São Paulo, para discutir formas de profissionalização da atividade da tradução literária e questões tradutórias específicas do idioma alemão.

A programação do encontro inclui também uma mesa-redonda sobre literatura e exílio, na Casa Guilherme de Almeida no sábado, dia 17. O encontro no Instituto Goethe é direcionado a tradutores que já estejam no mercado e se dediquem à língua alemã.

Programação:

Sexta-feira, 16 de maio, a partir de 10h
Local: Instituto Goethe
10h - Apresentação sobre os programas do Instituto Goethe para tradutores
11h - 12h30 - Apresentação sobre tradução do alemão para o português
14h - Discussão de temas como: qualificação de tradutores; condições do mercado brasileiro; contratos e remuneração; relação com revisores e editores; direitos autorais; criação de prêmios.
 
Sábado, 17 de maio, a partir de 10h
Local: Instituto Goethe
10h - 12h30 - Discussão em torno de temas da prática do trabalho tradutório, divididos em grupos de ficção (prosa, literatura infanto-juvenil etc.), não ficção (ensaios, diários, biografias etc.) e poesia, de acordo com o interesse pessoal de cada profissional.
Local: Casa Guilherme de Almeida Anexo

14h30 – Mesa-redonda sobre literatura e exílio, com Nancy Rozenchan e Saul Kirschbaum
Instituto Goethe São Paulo
Rua Lisboa, 974
Tel: 3296-7000
E-mail:
biblioteca@saopaulo.goethe.org e encontrotradutores@gmail.com
 
Casa Guilherme de Almeida - Anexo
Rua Cardoso de Almeida, 1943, Pacaembu
Tel: 3673-1883

segunda-feira, 5 de maio de 2014

OFICINAS DE LIBRAS NO CENTRO DE TECNOLOGIA E INCLUSÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Em dezembro do ano passado, foi inaugurado o primeiro Centro de Tecnologia e Inclusão para Pessoas com Deficiência do país, localizado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pefi), em São Paulo.

O Centro é composto por quatro casas e um teatro com capacidade para 50 pessoas, o centro conta com mil metros quadrados construídos e abriga 30 ambientes que irão oferecer orientação, aconselhamento profissional, atividades artísticas para estimular a relação interpessoal, laboratório de imagem e autocuidado e orientação e mobilidade para pessoas com deficiência visual, além de oficinas de Libras, braile e comunicação alternativa.

Todas as atividades são gratuitas e voltadas para pessoas com deficiência, cuidadores e familiares, além de profissionais voltados a questão da deficiência e de recursos humanos. As oficinas têm início em janeiro de 2014 e os interessados devem se inscrever no local. Anote o endereço: Rodovia dos Imigrantes km 11,5 São Paulo /SP. Telefone: (11) 5588.4797.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

ESFORÇO CONCENTRADO PODE VOTAR TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS DE EXPRESSÕES ESTRANGEIRAS

A tradução para o português de expressões em idioma estrangeiro poderá ser obrigatória em obras literárias, técnicas e científicas. A medida está prevista no projeto de lei (PL 1840/96) apresentado em 1996 pelo ex-deputado Airton Dipp (PDT-RS).
 
O texto não proíbe o uso de expressões estrangeiras, mas exige a tradução dos termos para o português nas próprias publicações e poderá ser apresentada na mesma página onde conste a expressão ou como apêndice, sinopse ou índice da obra. O objetivo é evitar erros de compreensão.

Penalidades
A pena prevista na proposta original para quem descumprir a regra era de multa e detenção três meses a um ano, prevista no artigo do Código de Defesa do Consumidor (8.078/90) que se refere a informações falsas ou omissão de informação relevante sobre um produto ou serviço (art. 66 do CDC).
 
No entanto, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania alterou o texto e a punição para os infratores, que passou a ser apenas a multa, mas o valor ainda não foi fixado. Para o presidente da Comissão de Educação, deputado Glauber Braga (PSB-RJ), a tradução dos termos estrangeiros é importante para a afirmação da nossa cultura.  Braga também concorda com a alteração da punição prevista no texto. "A gente não pode descambar para o exagero que também possa ser danoso à nossa sociedade. Realmente a detenção era algo que eu, pessoalmente, considero exagerado. Agora, a aplicação de multa é mais razoável do que uma pena de detenção, como era prevista anteriormente."

Apoio de docentes
 
Pesquisadora na área de educação, a professora aposentada da Universidade de São Paulo Elvira Souza Lima manifestou apoio à exigência da tradução. "É bastante necessário sim para poder formular no cérebro a compreensão total do que está escrito no parágrafo ou no texto ou no artigo científico. Em qualquer texto porque é preciso [entender] o significado de todas as palavras e, principalmente, quando envolver regência verbal. O gênero do texto não significa que não precise. Eu acho que em todos eles é necessário."

Outra proposta

Outra proposta semelhante tramita em conjunto. O projeto (PL 4854/12) do deputado André Moura (PSC-SE) torna obrigatória a tradução das nomenclaturas utilizadas em todo o território nacional.
 
A tradução, de acordo com o projeto, deve ser do mesmo tamanho que as palavras em outro idioma expostas em estabelecimentos comerciais, por exemplo.
 
Segundo Moura, o estrangeirismo ameaça a língua portuguesa e exclui, ainda mais, grande parte da população que sequer domina o português. No entanto, ele pondera que o objetivo da proposição não é erradicar os termos estrangeiros, mas sim tornar obrigatória a inclusão da tradução do enunciado em português.

Fonte: Site Câmara dos Deputados

segunda-feira, 31 de março de 2014

SEM TRADUÇÃO !!!

O portal, Universia, voltado a estudantes universitários publicou um interessante infográfico com 11 palavras de diversos idiomas que não possuem tradução para o português.

Confira e perceba que temos muitas palavras como a nossa ‘saudades’ no idioma de diversos países do mundo:

1 – Waldeinsamkeit

Ficar perdido sozinho numa floresta não deve ser a melhor sensação do mundo. Foi pensando nisso que os alemães criaram a palavra “waldeinsamkeit”, cujo significado é algo como “o medo de ficar perdido sozinho numa floresta”.

2 – Cualacino

Sabe aquela marca d’água que fica na mesa quando você apoia um copo gelado nela? Em italiano eles a chamam de “cualacino”.

3 – Iktsuarpok

Pense na seguinte situação: você chamou alguém para ir a sua casa em determinado horário, mas de tão ansioso que está não consegue parar de olhar para a porta, esperando que a qualquer momento seu convidado chegue. Para os inuítes, povo indígena de esquimós da região do Alasca, esse sentimento se chama “Iktsuarpok”.

4 – Komorebi

Os japoneses dão o nome de “komorebi” ao fenômeno que ocorre quando a luz do sol transpassa as folhas das árvores.

5 – Pochemuchka

Você gosta de perguntar muitas coisas? Hein? Gosta? Gosta mesmo? Pessoas “perguntonas” como nós são chamadas de “pochemuchka” na Rússia.

6 – Sobremesa

Você deve estar pensando “Ah, mas essa tem em português! Todo mundo sabe o que é uma sobremesa!”. Errado: em espanhol, uma sobremesa é a conversa que você tem com quem almoçou ou jantou quando termina a refeição.
 


7 – Jayus

Já ouviu uma piada ruim, mas tão ruim, que te fez sentir a famosa “vergonha alheia”? Na Indonésia essa piada terrível é chamada de “jayus”.

8 – Pana Po’o

Você não consegue lembrar o que precisava. Então, começa a coçar a cabeça como se isso fosse melhorar a sua memória. No Havaí, esse ato é um “pana po’o”.

9 – Dépaysement

Na França, esse é o nome dado à sensação que um indivíduo tem quando está longe do seu país de origem.

10 – Goya

Sabe quando você escuta uma história tão boa que mal consegue acreditar nela? Em urdo, essa descrença tem o nome de “goya”.

11 – Mangaia

Na Suécia, o reflexo redondo que a lua forma sobre a água é chamado de “mangaia”.

segunda-feira, 24 de março de 2014

TRADUÇÃO JURAMENTADA NO CASO PIZZOLATO

A movimentação para a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado pelo processo do “Mensalão” e atualmente preso na Itália, país que foi capturado, não balançou apenas o cenário político e jurídico, mas também o de traduções.

Isso porque os documentos do processo contra Pizzolato tiveram de passar por uma Tradução Juramentada e o possível valor pago pela Procuradoria Geral da República fez com que a mídia e sociedade discutissem tal gasto.  Um levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo foi publicado em uma matéria com o título “Extraditar Pizzolato pode custar R$ 570 mil só em tradução”. O jornal divulgou que pediu um orçamento para uma empresa de traduções juramentadas que presta serviços para grandes empresas e órgãos públicos que orçou, conforme a prática no mercado, de acordo com o tamanho do documento, 8.405 páginas, e o curto prazo.

Entretanto, após alguns desabafos feitos pela população, muitos profissionais da área tomaram a frente explicando que para uma tradução juramentada é necessário diversos detalhes, inclusive e principalmente um tradutor apto e habilitado para assinar, e que o grande problema não era o valor e sim as pessoas estarem indignadas de ter de “pagar” para que a justiça seja feita.

“Não se pode confundir os pontos levantados. Que a população está revoltada do gasto adicional para a possível extradição, é totalmente aceitável. Mas, colocar a culpa na tradução em si, como alguns citaram, é simplesmente tirar o foco do real problema como em muitos casos é feito no Brasil”, pontua enfático William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções.

quarta-feira, 12 de março de 2014

'BOM PROFISSIONAL DEVE TER BAGAGEM CULTURAL'

Nesta semana publicaremos a entrevista realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo a respeito da formação de tradutores. Confiram:
 

"Formamos tradutores para textos escritos seja para jornal, empresas ou editoras", diz o coordenador de Letras da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Reynaldo Pagura, a respeito do curso de bacharelado em Tradução Inglês - Português.
 

Segundo ele, o curso tem a função de preparar o profissional para atuar tanto como freelancer quanto em empresas, com traduções técnicas. "Para começar o curso, é bom que o aluno tenha conhecimento do inglês", diz o coordenador. Mas ele poderá aprofundar seu conhecimento frequentando mais disciplinas de inglês.
 

O curso requer estágio obrigatório e, segundo o coordenador, a maioria dos alunos estará empregada antes do término do programa. Ele conta que a tendência é o aluno se especializar em uma área: jurídica, médica ou econômica. "E para ser um bom profissional, também deverá ter bagagem cultural e interesse em aprender", diz.
 

Aluna do 5º semestre, a polonesa Karolina Wachowicz Orlandi, de 27 anos, decidiu fazer o curso com o objetivo de aprimorar a língua inglesa e portuguesa. Ela é estagiária, desde janeiro de 2013, em uma consultoria de finanças.
 

"Estou aprendendo muito. Precisa de atenção, além de trabalhar sob pressão", diz. No dia a dia, ela é mais solicitada a fazer versões para o inglês, mas sempre gosta de fazer traduções para o português, quando elas surgem, "para treinar o idioma".
 

Pensando no futuro, Karolina conta que quer ser efetivada e ter a possibilidade de tentar outras áreas como comunicação e marketing. "Acho que traduzir é um desafio, tenho de buscar a informação e ainda defender as minhas escolhas linguísticas (o por quê do uso de uma palavra)", diz.
 

Pós-graduação. A Universidade de São Paulo tem, desde agosto de 2012, um programa de pós-graduação stricto sensu em Tradução, ligado ao departamento de Letras Modernas. Segundo o coordenador, John Milton, é um curso altamente acadêmico, treinando pesquisadores em estudos da tradução. "Não formamos tradutores. Formamos pesquisadores, que, em muitos casos, vão ocupar postos como professores em outras universidades."
 
 
O curso tem duração de até 36 meses para o mestrado e, para o doutorado, até 48 meses. Segundo Milton, o aluno que procura o curso deve ter perfil acadêmico. "Precisa estar preparado para passar muito tempo pesquisando, ter paciência, habilidade de tratar com muito material e ter um ótimo sentido crítico."
 

A aluna de doutorado do curso de Tradução da USP, Zsuzsanna Spiyry, de 64 anos, depois de mais de 20 anos trabalhando no mercado financeiro, se aposentou e encontrou na tradução uma nova paixão. "Eu sou húngara, comecei dando aulas de inglês e depois fui procurar estudar. Fiz especialização, mestrado e já estou no doutorado. Fiquei encantada com as possibilidades da língua."
 

Orientanda do coordenador John Milton, Zsuzanna estuda a teoria da tradução e ainda dá aulas de inglês. "Eu já traduzi mais ou menos seis livros. Hoje, não pego mais trabalho, porque não tenho tempo, mas sei que o grande mercado para os tradutores é o editorial", diz.
Por: Edilaine Felix

quarta-feira, 5 de março de 2014

COMUNICAÇÃO SURDO-MUDO ALÉM DAS APARÊNCIAS

Há muito se discute a real integração da comunicação de surdos-mudos com o restante da população, mas na prática pouco se faz a favor dessa situação. Em dezembro do ano passado tivemos a repercussão mundial da cena desrespeitosa do tradutor, até então considerado farsante, durante o velório de um dos grandes nomes da África do Sul, Nelson Mandela. Diversas mensagens de indignação foram postadas em redes sociais, veículos de comunicação do mundo todo comentando, mas sem uma análise profunda do que gera esse tipo de constrangimento tanto para a comunidade surdo-muda quanto para os profissionais da área.

No Brasil, durante os protestos que movimentaram os quatro cantos do país a nossa atual presidente, Dilma Rousseff, realizou um discurso de quase 10 minutos sem oferecer a oportunidade de entendimento àqueles que não podem ouvir. Por isso, devemos nos atentar a essa necessidade e perceber quais as oportunidades de inclusão, em diversos setores, cenários e circunstâncias que estão sendo deixadas para trás.

De acordo com Amanda Pimentel, gerente comercial da Porto Traduções, ainda existe muitos degraus a subirmos no mercado de interpretação de Libras, mesmo com imenso potencial. “Estamos em um tempo cuja sociedade tem se movimentado cada vez mais a favor de pessoas ou grupos com, até então, menos poder de decisão e que teremos mais e mais debates e reais modificações”, pontua Amanda.

A executiva ainda aponta que esse potencial não é por acaso. De acordo com o IBGE, o país possui cerca de 10 milhões de surdos. O que nos faz pensar que a integração dessa comunicação, de forma real e prática, não gera somente um país mais inclusivo, mas também um fortalecimento econômico.

“O ser humano tem a tendência de separar as atitudes que geram resultados inclusivos e positivos das que geram lucros. Por que separar? Podemos ter lucro de forma sustentável e oferecer para a sociedade aquilo que ela precisa e merece”, finaliza a gerente.