segunda-feira, 24 de março de 2014

TRADUÇÃO JURAMENTADA NO CASO PIZZOLATO

A movimentação para a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado pelo processo do “Mensalão” e atualmente preso na Itália, país que foi capturado, não balançou apenas o cenário político e jurídico, mas também o de traduções.

Isso porque os documentos do processo contra Pizzolato tiveram de passar por uma Tradução Juramentada e o possível valor pago pela Procuradoria Geral da República fez com que a mídia e sociedade discutissem tal gasto.  Um levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo foi publicado em uma matéria com o título “Extraditar Pizzolato pode custar R$ 570 mil só em tradução”. O jornal divulgou que pediu um orçamento para uma empresa de traduções juramentadas que presta serviços para grandes empresas e órgãos públicos que orçou, conforme a prática no mercado, de acordo com o tamanho do documento, 8.405 páginas, e o curto prazo.

Entretanto, após alguns desabafos feitos pela população, muitos profissionais da área tomaram a frente explicando que para uma tradução juramentada é necessário diversos detalhes, inclusive e principalmente um tradutor apto e habilitado para assinar, e que o grande problema não era o valor e sim as pessoas estarem indignadas de ter de “pagar” para que a justiça seja feita.

“Não se pode confundir os pontos levantados. Que a população está revoltada do gasto adicional para a possível extradição, é totalmente aceitável. Mas, colocar a culpa na tradução em si, como alguns citaram, é simplesmente tirar o foco do real problema como em muitos casos é feito no Brasil”, pontua enfático William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções.

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