quarta-feira, 20 de novembro de 2013

QUANTIDADE DE PROFISSIONAIS INTÉRPRETES DE CONFERÊNCIA PARA COPA E OLIMPÍADAS AINDA É INCÓGNITA

A imprensa vem divulgando constantemente a preocupação de diversas áreas com o número de intérpretes para os dois grandes eventos esportivos em 2014 e 2016. No mês passado, a Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC), aproveitando a oportunidade de comemoração de seus 60º aniversário, pontuou alguns dos desafios que estão por vir. De acordo com algumas publicações, somente o Comitê Organizador Rio 2016 irá contratar 500 intérpretes. A AIIC possui três mil associados no mundo, mas apenas 66 em Brasília, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Em entrevista ao jornal O Globo, Richard Laver, representante do conselho da AIIC no Brasil, afirma que, com relação à quantidade e qualidade dos intérpretes, a cidade do Rio de Janeiro está pronta. Mas ressalta que, para eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, faltam profissionais para trabalhos que ele chama de “comunitários”, em aeroportos, fronteiras, delegacias de turistas e hospitais. “Haverá voluntários, que ajudarão nas ruas, mas se um estrangeiro tiver um problema de saúde e precisar ir a um hospital, um intérprete será o mais adequado, porque não pode haver mal-entendido”, pontua.

O jornal ainda publicou a percepção da presidente da AIIC, a inglesa Linda Fitchett, que observou os últimos eventos internacionais realizados no Brasil e afirmou que o país desempenhou bem seu papel. Mas ressalta que, a partir da Copa do Mundo, as responsabilidades serão maiores: Por isso os estudantes têm que receber o máximo de apoio. 

Hoje, segundo a AIIC, além de cursos de formação de intérpretes, há duas pós-graduações em universidades particulares cariocas. Mas a profissão ainda não é regulamentada. E, diz Richard, o governo federal a inclui na Lei de Serviços Gerais, ou seja, nas contratações é observado apenas o melhor preço, o que não é uma garantia de qualidade do serviço — conta, ressaltando uma má interpretação pode gerar gafes, mal-estar e até prejuízos em negociações.

“Há quantos anos já sabemos da realização desses dois eventos no Brasil? Agora às vésperas se preocupam com tais problemas! Os profissionais da área devem se reunir para programar de que forma podemos ajudar mais pontualmente e não adianta mais lamentar o que não foi feito”, esclarece William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções. 

Diversas comunidades em redes sociais já discutem as decisões a serem tomadas, entretanto, até pela proximidade dos eventos, nenhuma com soluções conclusivas.

(Parte das informações por Rafael Galdo - O Globo)

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