sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

OS DESAFIOS DO ATENDIMENTO AO CLIENTE ESTRANGEIRO EM TERRAS BRASILEIRAS


Um dos executivos da Avaya Brasil escreveu um artigo a respeito de como a tecnologia pode auxiliar no atendimento ao cliente estrangeiro. Confira:

Por: Eric Esquivel

Com toda a tecnologia que temos à nossa disposição, fica difícil imaginar como eram feitas, no passado, longas viagens. Como venciam grandes distâncias ou como se comunicavam nos locais de destino são alguns dos questionamentos comuns. Hoje, está tudo muito mais fácil. O transporte é veloz e seguro, fato. Já a comunicação acontece sem nenhum problema, devido à internet, certo? Não, nem sempre.

A web ajuda – e muito – a comunicação entre diferentes povos, mas ela não pode ser a única responsável por garantir que ruídos não aconteçam. Imagine pessoas de idiomas distintos. Para a comunicação interpessoal, a internet cumpre bem seu papel, oferecendo acesso a tradutores online a partir de diversos devices. Porém, no nível corporativo, essa não pode ser a única opção, uma vez que, como sabemos, essas ferramentas não são exatas. Agora, toquemos em um ponto ainda mais sensível – o atendimento ao cliente. Como oferecer uma experiência positiva se não conseguirmos entender a necessidade do nosso público?

O cliente estrangeiro está por toda parte. Todos os países recebem milhares de turistas todos os anos, eles frequentam hotéis, lojas, restaurantes, galerias, museus, farmácias, etc. Fazendo uma análise ainda mais detalhada e olhando para dentro de casa, sabemos que o Brasil é um dos destinos preferidos desse público, por causa, principalmente, do clima e das belezas naturais. Além disso, nos próximos anos, seremos palco dos maiores eventos esportivos mundiais e uma quantidade enorme de estrangeiros estará por aqui. Será que estamos preparados para oferecer um atendimento de alta qualidade para todos?

Alguns segmentos, como a hotelaria, estão mais preparados, pois lidam com essa situação todos os dias. Porém o varejo precisa correr contra o tempo e se adequar às exigências desse consumidor, afinal, espera-se sempre que um anfitrião receba muito bem seus convidados. Aqui, acrescento também os locais que trabalham com produtos tipicamente brasileiros. Redes mundiais com Starbucks ou McDonald’s, por exemplo, contam com a vantagem desses clientes já conhecerem seus cardápios, pois, apesar das adaptações feitas em razão das diferenças de ingredientes, existe um padrão de atendimento e ofertas. Porém, é importante ter em mente que, a grande maioria das pessoas que conhece um novo país, quer vivenciar sua cultura, e isso engloba a alimentação.

O que fazer então? Contratar um funcionário fluente em outra língua? É uma boa saída, mas que não endereça todos os problemas, uma vez que não receberemos apenas pessoas que falam inglês, francês, espanhol ou italiano, por exemplo. Montar uma equipe que contenha intérpretes de vários idiomas, além de difícil, é algo muito caro, tornando-se uma opção inviável para muitos estabelecimentos.

 

Como citado acima, hoje, temos uma infinidade de tecnologias à nossa disposição, então por que não recorrer a elas? E quando eu falo em tecnologia, não me refiro apenas aos tradutores, falo sobre projetos completos e ferramentas que realmente eliminam esse gargalo. Para isso, não é preciso nada futurista, e sim uma combinação de várias soluções já disponíveis, como uma boa infraestrutura de tecnologia e Telecom, rede WiFi, leitores de Código de Barras e Voz sobre IP (VoIP). Tudo isso integrado a um Contact Center eficiente.

Um exemplo que já é aplicado em outros países é a utilização de um pequeno equipamento de leitura de código de barras – desses que verificam preço e status de estoque – com capacidade de se conectar como um ramal Wireless IP de um PABX-IP. O atendente pode, no momento em que estiver atendendo a um cliente estrangeiro e precisar de ajuda com o idioma, efetuar chamada telefônica em “viva-voz” para um especialista ou promotor da marca, que tenha os skills necessários para esclarecer detalhes do produto, no idioma necessário.

E isso é possível pois o Brasil possui uma das maiores concentrações de grandes Contact Centers do mundo e a proporção de atendentes x habitantes também é uma das maiores. Sendo assim, imagine que estes profissionais atuando como especialistas e tradutores, sendo colocados à disposição do cliente estrangeiro. Com iniciativas como essa, com certeza a taxa de conversão de vendas seria muito maior. Pequenas mudanças de visão poderiam permitir o aumento do FTE (Full-Time Employee), distribuindo promotores de vendas e especialistas nos Contact Centers.

Portanto, a tecnologia está aí e esse atendimento personalizado é perfeitamente possível. Nossa infraestrutura, soluções e corpo profissional permitem a execução de projetos que garantem uma boa experiência ao cliente estrangeiro, ajudando o Brasil fazer bonito também fora das competições.

* Eric Esquivel é gerente de aplicações da Avaya Brasil

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

QUE TAL UM MESTRADO OU MBA NA HOLANDA?

O Orange Tulip Scholarship (OTS) Brazil é um programa administrado pela Nuffic Neso Brazil que concede bolsas de estudo exclusivamente para brasileiros. O OTS Brasil tem como foco beneficiar estudantes com excelência que apresentam bom desempenho acadêmico. Todas as bolsas são para cursos totalmente ministrados em inglês e qualidade internacionalmente reconhecida.
 


O programa 2014/2015 foi lançado no dia 10 de setembro de 2013 e oferece bolsas (integrais e parciais) sobre o valor da Tuiton Fee (anuidade) dos cursos ou living costs.


Confira as atividades e datas

Atividade
Data
Período de Inscrição
10/09/2013 até 24/03/2014
Análise das candidaturas
24/03/2014 até 07/05/2014
Resultado final
12/05/2014
Início das atividades na Holanda
A partir de setembro/2014
Entre os critérios para concessão da bolsa estão: bom desempenho acadêmico, domínio do idioma inglês (comprovado por meio de exame de proficiência), além do atendimento aos requisitos específicos da instituição de ensino superior escolhida. (Clique aqui e confira as instituições) (https://www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/orange-tulip-scholarship/universidades-participantes-orange-tulip-scholarship-2014-2015)


Para se candidatar a uma das bolsas do programa OTS Brazil, o candidato deve preencher o formulário de inscrição (Clique para baixar) (77.3 KB) e enviá-lo à info@nesobrazil.org até 24/03/2014. Todos os documentos serão avaliados pelo Nuffic Neso Brazil e em seguida encaminhados para as universidades participantes, as quais definirão os candidatos aptos para receber as bolsas.
O resultado final será divulgado no dia 12/05/2014 no website do Nuffic Neso Brazil. A instituição também entrará em contato diretamente com os candidatos aprovados nessa data.
Os cursos terão início a partir de setembro de 2014.
Documentos necessários para inscrição
Para efetuar a sua candidatura o estudante deve providenciar uma cópia dos documentos abaixo e enviar por e-mail para info@nesobrazil.org até 24/03/2014. Observe que cada universidade possui requisitos específicos, por isso, acrescente à lista os certificados exigidos pela instituição do seu interesse. Verifique a listagem completa aqui

  • Completely filled out OTS Brazil scholarship application form
  • Copy of our acceptance letter (if already received)
  • Proof that you have started the admission procedure at a Dutch institution, e.g. electronic application form (if applicable)
  • A certified copy of your original academic degree (or degrees) in the original language.
  • A translation of your copy academic degree (degrees) into English
  • A certified copy of your transcript (or transcripts) in the original language.
  • A translation of your transcript (or transcripts) into English
  • A certified copy of the report providing the official TOEFL or IELTS score (academic version)
  • A curriculum vitae in English
  • A photocopy of the page (or pages) of your passport that give your name, date of birth, place of birth and passport expiry date
  • Two reference letters in English: one from an official of the faculty from which you obtained you degree and one from your employer or another person in authority, e.g. your Bachelor thesis supervisor.

Só serão consideradas válidas as inscrições dos candidatos que fornecerem todos os documentos solicitados. Em caso de dúvidas, entre em contato: (61) 3041 6094.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

IDIOMAS EM CÓDIGO DE BARRAS

Com a proximidade da Copa e Olimpíadas, os restaurantes, lanchonetes e bares no Brasil estão procurando adaptar toda a sua comunicação para mais de um idioma. Além das placas de sinalização interna, o grande desafio está na tradução dos cardápios. Neste cenário, a iCode – Cardápios Inteligentes vem se destacando, pois percebeu uma carência no setor de restaurantes, bares e casas noturnas no que diz respeito ao atendimento personalizado para clientes estrangeiros e oferece uma tecnologia que possibilita a leitura de um cardápio em smartphones ou tablets, utilizando a tecnologia de QR Codes (códigos de barras dimensionais).


O processo acontece quando o estabelecimento comercial define quais são os idiomas de interesse para implantação do cardápio para Smartphones e Tablets. Em seguida, a equipe de tradutores da empresa realiza a conversão do cardápio impresso em português para o idioma escolhido. A partir daí, outra equipe entra em ação, cria-se a arte do cardápio “online”, oferecendo total exclusividade e preservação da identidade da marca do estabelecimento.


Para William Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções, essa tecnologia chega para agregar ainda mais o mercado de traduções. “Todas as áreas estão caminhando lado a lado com a tecnologia a tradução não poderia ficar para trás. É mais uma ferramenta para demonstrar a importância do nosso trabalho”, esclarece o executivo. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ADEUS ANO VELHO!


O ano de 2014 mal começou, mas já há tempos que os olhos de todo o mercado de tradução e intérpretes estão voltados para este período. Espera-se muito no ano da Copa, até porque, de acordo com a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) são esperados 600 mil estrangeiros no evento. 

E para entender as oportunidades e desafios o Traduções em Pauta entrevistou a gerente Comercial da Porto Traduções, Amanda Pimentel, confira: 

TRADUÇÕES EM PAUTA: Como foi o ano de 2013 para o mercado de traduções?

AMANDA PIMENTEL: Foi um ano bem aquecido, mês a mês tivemos um crescimento franco. A demanda de trabalho cresceu substanciosamente, tivemos de aumentar o quadro de colaboradores internos e externos, além da ampliação da nossa sede. A área de TI foi o carro chefe das nossas solicitações, mas tivemos muitas demandas das áreas de comunicação, traduções de documentos de estrangeiros, mercado de movimentação financeira de cartões (Adquirência), Recursos Humanos e Treinamento e Desenvolvimento. Só para se ter uma ideia o nosso faturamento cresceu 300%.


TP: Vocês tiveram alguma surpresa de solicitações de alguma área ou mercado específico?

AP: Ano passado, a grande surpresa foi a demanda dos estudantes do “Ciência Sem Fronteiras”.  O programa girou um alto volume nas traduções de histórico escolar, diplomas e carta de referência para países como Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Austrália e entre outros.


TP: Você acredita que as empresas de traduções e os tradutores autônomos, estão preparados para a demanda da Copa?

AP: Sim sem dúvidas! Diferente de outros setores desde o anúncio da Copa no Brasil os tradutores estão se preparando e planejando para este evento, assim como Olimpíadas e Paralimpíadas. Entretanto, ainda temos muitos desafios como a interpretação de Libras.
 

TP: Existem críticos dizendo que não haveria profissionais suficientes. Isso é real?

AP: Se compararmos a demanda de anos anteriores realmente podemos sentir um impacto no primeiro momento, mas o mercado não está parado. Temos cursos de ótima de qualidade como os da PUC-SP e RJ e Alumni que formam, qualificam e capacitam ainda mais.
 
 

TP: O que a Porto espera de 2014?

AP: Esse ano esperamos crescer 50% no número de clientes PJ e cerca de 200% pessoa física. Temos certeza que esse ano será ótimo para todos do mercado.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BRASIL TEM PIOR PROEFICIÊNCIA DA LÍNGUA INGLESA ENTRE OS PAÍSES DO BRIC

De acordo com a terceira edição do Índice de Proficiência em Inglês da EF (Education First) de 2013, o brasileiro ainda possui um baixo nível de proficiência neste idioma apesar de ter melhorado nos últimos tempos. O Relatório destaca a situação brasileira com sua defasagem educacional de um modo geral quando comparado com o crescimento econômico.
 
Entre os países do BRIC, o Brasil é o que possui o pior índice de proficiência, como demonstra o gráfico abaixo:



Para tratar deste sério problema, o governo brasileiro lançou diversas iniciativas agressivas para treinar melhor sua força de trabalho. Por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, até 2014, o Ministério de Educação, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o setor privado terão financiado completamente 100 mil alunos do Programa para estudar um ano em uma universidade estrangeira de ponta. Porém, como muitos alunos tiveram notas baixas nos requisitos de inglês para participar do Programa, o governo criou outro paralelo, chamado de Inglês sem Fronteiras, para ajudar mais estudantes a participarem do Ciência sem Fronteiras. O Inglês sem Fronteiras tem como objetivo dar acesso a cursos online de inglês para cinco milhões de estudantes universitários e financiar 500.000 provas TOEFL. Os alunos com as melhores pontuações no TOEFL receberão cursos presenciais de inglês.
 
Ainda de acordo o relatório, com base em dados de 2012, o Brasil abriga 6.215 filiais de mais de 70 escolas de idiomas. Aulas particulares com professores de inglês nativos custam entre 30 e 50 dólares por aula, mais de 10% do salário mínimo. Por isso, parece que apenas cidadãos de classe média ou alta podem custear essas aulas. Na última década, o Brasil triplicou o seu PIB. O governo brasileiro estima que 55% do país é classe média hoje em dia, comparado com apenas 34% em 2005. A expansão da classe média brasileira permitiu o aumento de investimento em aulas particulares de inglês.
 
Além disso, a EF afirma que a maior parte da melhoria na proficiência de adultos em inglês no Brasil se deve a escolas privadas de idiomas e que apesar de já ser um setor bastante saudável, há muito espaço para crescimento no mercado de ensino de idiomas.
 
De acordo com Willam Porto, diretor de Traduções e Qualidade da Porto Traduções, o índice aponta à necessidade de se dar ainda mais importância a fluência da língua inglesa, principalmente por sediarmos dois grandes eventos mundiais nos próximos anos. “Já conseguimos sentir uma melhora, mas temos muito trabalho a fazer”, avalia o executivo.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

COMO SURGEM AS TRADUÇÕES DE LEGENDAS DE VÍDEOS DA INTERNET?

No início do mês, o Olhar Digital, um dos maiores portais de tecnologia do país divulgou como surgem as traduções de legendas dos vídeos na internet. Confira abaixo a matéria na íntegra e conheça esse mercado paralelo:

Doze horas após sua transmissão nos Estados Unidos, o episódio final do seriado "Breaking Bad" foi baixado por mais de 500 mil pessoas em todo o mundo, e 24 horas foi o tempo que o capítulo derradeiro da terceira temporada de "Game of Thrones" precisou para ir mais longe: 1 milhão de downloads. Os brasileiros marcaram presença nas duas situações, mas em nenhuma delas se destacaram, talvez porque poucos entenderiam os diálogos.
Nos cinco países que baixaram mais depressa o fim de Breaking Bad as pessoas falam inglês, o que pode explicar por que a Austrália está na ponta enquanto o Brasil não aparece nem no top 10. Por aqui é necessário esperar até que os paladinos das legendas entrem em ação.

Cerca de 100 pessoas atuam no InSUBs, um dos principais coletivos de legendagem alternativa do Brasil. Eles se organizam de tal forma que, em menos de um dia, conseguem traduzir (cerca de 3 horas), revisar (6 horas) e publicar um episódio de 40 minutos.

"Três dias antes de o episódio ir ao ar na TV americana o revisor abre a chamada para tradução. Quem quiser e puder cumprir o prazo estipulado pelo revisor dá o nome", contou um dos membros ao Olhar Digital. "No dia após a exibição do episódio pegamos o closed caption (legenda em inglês) e fazemos a tradução das falas. Todas as partes traduzidas vão para o revisor e ele fica encarregado de fazer os ajustes necessários na legenda. Depois disso, a legenda é postada."

Nada disso é crime, conforme explicado pelo advogado especialista em propriedade intelectual Raphael Lemos Maia. Segundo ele, se a legenda for disponibilizada gratuitamente e não estiver acoplada a um vídeo pirata, ela é uma simples tradução textual.

Ninguém do InSUBs recebe pelo que faz; trata-se de um hobby, embora alguns legenders também atuem profissionalmente. E se a dupla jornada não é estranha, migrar de vez da cena alternativa para a formal é outra coisa aceitável, de acordo com Marcelo Leite, diretor de qualidade da Drei Marc - empresa especializada em legendas e traduções de filmes. Só que, de 50 candidatos, apenas um passa no processo de seleção. "Eles conhecem muito bem a série e o inglês, mas no português deixam muito a desejar."
Nenhum dos lados exige formação acadêmica de quem se interessa pelo ramo. Para entrar no InSUBs é preciso "ter um bom conhecimento de inglês e português e tempo livre", que é a simplificação do que a Drei Marc requere; lá a formação cultural, alguma especialização e até a idade são levados em conta. Não é qualquer um que entende todas as tiradas e os termos ditos em um seriado como "House", por exemplo.

A principal diferença entre os dois lados está na abordagem: enquanto o foco dos legenders é a rapidez, o do mercado é a qualidade. Mas há quem prefira a legenda alternativa, já que o texto geralmente é mais parecido com o falado pelo telespectador - afinal, nenhum legender vai traduzir policial para "tira". A Drei Marc tem consciência disso, mas enxerga a situação como algo natural. "Como o cara não tem formação, ele escreve como fala. Ele quer rapidez, busca o entendimento", comenta Marcelo, que não vê problemas na duplicidade: "Não tem preconceito nenhum."


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SESI E SENAI irão ensinar inglês a 2 mil alunos pelas redes sociais em 2014

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, assinou no início de novembro, em Denver, no Colorado, nos Estados Unidos, um acordo que amplia o Conexão Mundo, projeto criado em 2012, que no primeiro ano, atendeu 200 estudantes de Salvador. Neste ano, o programa foi estendido para 800 participantes de sete estados. Na primeira etapa do curso, nas aulas e atividades a distância, os alunos brasileiros interagem pela internet com monitores americanos. Cada monitor é responsável por uma turma de 10 a 12 alunos.

Com o novo convênio, o programa, resultado de uma parceria entre a CNI e o US-Brazil Connect, terá 2 mil vagas em um curso de inglês inovador para alunos de unidades do Serviço Social da Indústria (SESI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e de escolas públicas brasileiras.

“No mundo de hoje, saber apenas a própria língua não é mais suficiente. Aprender outros idiomas, especialmente o inglês, se tornou fundamental para a transferência de tecnologias e experiências internacionais”, afirmou o presidente Robson Braga de Andrade.

Parceria bem sucedida - No conforto de casa, eles praticam o idioma e ainda se divertem, em  aulas pelo Facebook, hangouts (bate-papos com webcam pelo Google). Depois dos dois primeiros meses, na segunda etapa, os monitores americanos vêm ao Brasil para dar aulas presenciais por um mês. Essas aulas ocorrem de segunda a sexta-feira, em junho e julho, no período de férias dos brasileiros, e envolvem dinâmicas, jogos e simulação de situações comuns do mercado de trabalho. Em seguida, a terceira etapa segue com mais dois meses de aulas pela internet.

Os monitores americanos são estudantes de colégios profissionalizantes, congêneres do SENAI, nos Estados Unidos e são selecionados pela ONG US-Brazil Connect, parceira do SESI e do SENAI. Os alunos americanos são voluntários e estão numa faixa etária próxima dos alunos brasileiros. São jovens falando e trabalhando com jovens.

Finalmente, os 5% dos melhores alunos ganham 15 dias de imersão nos Estados Unidos. Os 47 alunos selecionados neste ano - três de  Macaé (RJ), cinco de Recife; 11 de Salvador; 10 de Belo Horizonte; oito de Porto Velho (ES); cinco de Maceió e cinco de Joinville (SC) - partiram para a temporada de imersão no primeiro fim de semana de novembro, dia 2, e voltaram no dia 16. Na viagem, eles ficam em casas de família, conhecem escolas, universidades, museus, entre outros, tudo para praticar o que aprenderam.

Brazil Day - Para o prefeito de Denver, Michael Hancock, o Conexão Mundo é o mais perfeito exemplo de ganha-ganha. Os brasileiros aprendem inglês e os estudantes americanos das Community Colleges têm oportunidades de participar de estágios ensinando sua língua pátria e desmistificar o Brasil.

“Os 47 alunos brasileiros em intercâmbio no Colorado agora são cidadãos globais e a vida deles será diferente. Os estudantes americanos, por sua vez, puderam conhecer melhor o Brasil”, afirmou Hancock para um seleto grupo de universitários, professores, empresários e parlamentares americanos, em comemoração ao Brazil Day, no Denver Museum Nature Science. A data foi estabelecida pelo governo do estado graças à troca de experiências positiva proporcionada pelo programa Conexão Mundo.

O US-Brazil Connect reúne quatro universidades públicas do Colorado, Flathead Valley College, Northwestern Michigan College, Jackson Community College e Red Rock Community College, que qualificam seus alunos americanos para ensinar inglês aos estudantes brasileiros e, assim participarem de um intercâmbio no Brasil.


Aprender brincando  - Se não fossem as redes sociais, a estudante Letícia Xavier, 17 anos, de Macaé (RJ), acredita que jamais estaria falando inglês com tanta fluência e desenvoltura. Há quatro anos, quando o pai ficou desempregado, Letícia precisou abandonar os estudos particulares de inglês e se limitou a ouvir músicas e tentar traduzi-las.

Em março deste ano, a aluna do 3º ano do SESI e de eletrônica do SENAI teve a oportunidade de estudar inglês pelo Conexão Mundo. Por cinco meses, ela conversou pelo Facebook e por hangout com a aluna de pedagogia da Universidade Pública de Jackson, no Mississippi, Kami Root, sua coach no programa, e outros americanos.  Suas primeiras palavras foram: "Eu não falo inglês". Do outro lado, ouviu: "E eu não falo português". Em julho, Kami desembarcou em Macaé, no Rio de Janeiro, para um mês de aula presencial com Letícia. Kami continuava sem falar português, mas Letícia já dominava o inglês básico.

O estudante Wesley Matheus de Andrade, de 15 anos, morador de Ibura, no Recife, praticamente não falava nada em inglês. “Aprendi muito mais do que em uma aula comum, numa sala de aula, e o inglês é fundamental para quem quer conseguir um bom emprego e construir uma carreira”, conta Wesley, que é estudante do 2º ano do ensino médio e faz o curso técnico de telecomunicações no SENAI.

Qualificação - Com o programa, o sistema indústria proporciona experiências únicas de qualificação para os brasileiros. Esse tipo de iniciativa, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ajuda o Brasil a construir uma rede de profissionais bem preparados para o mercado de trabalho tornando o país mais forte e competitivo.